quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A LUZ DO DIA NEGRO

Hoje é o chamado Dia de Finados e Fiéis Defuntos. É para muitas pessoas, infelizmente para a maioria, o dia em que se lembram dos seus mortos, o dia em que acendem uma luz ou até deixem uma ou ramos de flores, numa manifestação para os vivos e não para os mortos. Trata-se de um dia em que se mata o amor ou se embrulha em hipocrisia e vaidade.
Quanto a nós trata-se de um dia inútil porque encerra pouca verdade. O Dia dos Nossos Mortos é a todo o momento. Quando perdemos alguém teremos de vestir um luto interno, um luto interior e não um luto para mostrar ao mundo.
Neste dia gastam-me milhares de euros em vaidades. Para muitos, o acender da vela devia ser impossível, açoitada por um vento de crítica; as flores deveriam murchar ao deixar muitas mãos.
Visitar o espaço onde repousam os nossos mortos deve ser feita sem todos os outros reparem que choramos. Visitar os mortos é respeitá-los na sua recordação e todos os dias nos lembrarmos deles, pousando as nossas mãos nas recordações que nos deixaram, por mais simples que sejam, dedicando-lhes uma pequena oração, sobretudo para aqueles que crêem em Deus.
Ainda por cima estamos em tempo de crise, de crise que não sabemos até esta nos vai atirar. Mas também estamos em crise de valores humanos.
Nós não vamos no dia 2 visitar o espaço dos nossos mortos. Nós vamos lá de vez em quando e em momentos enevoados da nossa vida. Nós todos os dias nos lembramos deles. Sem nunca os esquecer.
Tenhamos a vela acesa a todo o momento e não só uma vez por ano.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

TRISTE VERDADE PORTUGUESA:EMIGRAÇÃO

Falar verdade na desgraça que nos cobre. O secretário de Estado para a Juventude não teve dúvidas em ser realista e convidou os jovens à emigração. E disse-o no estrangeiro, sobretudo em S. Paulo. É o que está reservado aos mais jovens, sobretudo aos que se prepararam para o futuro que nada lhes garante, antes assusta-os.
Iremos ver os nossos filhos e netos a abraçarem-nos em momento de despedida. Portugal ficará para os mais velhos, especialmente para os idosos que nada mais esperam é que ainda fique alguém para nos fechar os olhos e mandar enterrar o corpo ou deitar as cinzas ao vento.
E vivemos, trabalhamos, lutamos para chegar a esta realidade que a riqueza se chama pobreza, desgraça.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

POIS...

Com os agradecimentos ao autor e ao MFA (não é o Movimento das Forças Armadas, mas sim Manuel....)

NUNCA DIGAS NUNCA

Volta e meia vem à conversa. E se isto (Portugal e Espanha) fosse somente a Ibéria? Diz-se que já por alturas de 1640 se discutiu isso, com os espanhóis a preferirem a mancha portuguesa do que a Catalunha. E um dia destes houve bronca, em Madrid, num congresso de advogados. Um ex-presidente do Senado Tudo serenaria depois. Mas voltou-se a falar. E nesta hora em que Portugal e Espanha estão de mão estendida, com os portugueses governados pela troika, ou seja por estrangeiros, sobretudo franceses e alemães, talvez com o braço metido em "nuestros hermanos" a vida nos sorrisse melhor. Nunca se sabe. Não será para os nossos dias, mas é capaz de Espanha vir bom vento e melhor casamento. A necessidade manda a perna.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BOA, RICARDO CAMPUS

O nosso amigo e grande caricaturista Ricardo Campus é autor desta composição gráfica. Em cheio, caro Ricardo. Parabéns. Falta esperar que o leite não esteja estragado...

RELVAS

Não, não vou a contar a história de Salazar que quando viu, junto dos Jerónimos, um pobre a comer relva, abeirou-se dele, lamentou a sua sorte e disse que o ia ajudar. E ajudou. Mandou-lhe entregar uma carta em que o pobre tinha licença para comer relva...
A referência a fazer é a Miguel Relva, ministro de ganas incendiárias, que entre muitas coisas, foi deixando a perceber que isso de subsídios de férias e Natal pode ir até às calendas gregas ou desaparecer de vez, apresentando como exemplo alguns países nórdicos. Os países em que os trabalhadores, coitados deles, são espoliados por mal pagos. Um bocadinho de tento, senhor ministro porque a relva pode ficar escorregadia.
Fomos um dos portugueses que só muito tarde soube o que era ter direito a tais subsídios, apesar de ter começado a trabalhar aos 10 anos de idade. Só gozamos férias (sem subsídio) aos 27 anos, depois de 17 de trabalho.
Sabemos que vamos sofrer, mas não se fale dos tormentos que vamos passar assim em forma de que poderia ainda ser pior. Cuidado, repetimos, a relva pode ser escorregadia...


FISGA-SE...

Bem diz Frei Tomás, olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço. O nosso (?) Presidente vai visitar o Paraguai, com duas paragens no Brasil. Leva com ele uma comitiva de dezenas, a saber: 12 seguranças (!), 2 fotógrafos, 2 bagageiros e um mordomo (sim, senhor, à boa maneira de quem pode). Um Cavaco Silva que recentemente disse aos portugueses que "ninguém está imune a sacrifícios". Na verdade, toma-se nota e não tarda a reacção. Um Presidente que tem um Serviço da Presidência mais caro que a Casa Real de Espanha.
Justiça se faça ao Primeiro Ministro que vai ao Brasil e só vão quatro pessoas. Sem mordomo...

E ASSIM É QUE ESTÁ BEM

Uma recente mensagem electrónica fez-me aproveitar a boleia e falar na extinção de feriados. Na verdade o 25 de Dezembro pouco interesse tem, pois acabou o subsídio de Natal; o 1 de Maio já não terá grande adesão, face ao número de desempregados; o 10 de Junho, Dia de Portugal, a troika tirou-lhe o significado. Só não se deve mexer no 1 de Novrmbro, dado que, neste momento, somos um país de mortos.

NÃO É IRONIA, NÃO...

Na verdade não é ironia a mensagem que recebemos de um bom amigo. Ele está atento. Nós assinamos por baixo.
Entre 1926 e 1974 a mensagem de vida dos portugueses era:
DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA
A partir de 1974 e principalmente nos dias de hoje, passou a ser quase a mesma coisa, mas antepondo a primeira letra do alfabeto.
A DEUS, PÁTRIA E FAMILIA
É o que temos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

AGUENTA, AGUENTA, ZÉ

E a martelada mortal não foi só com o IVA. Depois do lavar das mãos de ANÍBAL, o Zé foi mesmo para a cruz e ali martelado por Pedro, Gaspar e Portas, mais a sua legião. Há quem acredite que poderá haver revolução, perdão, ressurreição, mas não é de acreditar. O Zé nunca mais desce da crz.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CHEGOU O TEMPO DE ORAR, SEM COMPLEXOS

É verdade, meus amigos. Sem receio de ser mal interpretado e até nalguns casos incompreendido e escarnecido, estamos a viver uma hora de explosão da necessidade do pão nosso para todos os dias, desde o alimento para o corpo como para o espírito. Nunca foi precisa tão urgentemente a compreensão humana e a decisão para os caminhos da solidariedade.
Vale a pena, sobretudo todos os que nasceram católicos, mesmo em surdina, todos os dias, em qualquer lugar, orar o Pai Nosso e interpretar toda a mensagem que a oração encerra. É a hora de acreditar.
Não estamos a incitar ninguém para ajoelhar ou seguir os caminhos para os templos, pois a oração não necessita de tal ambiente. O conteúdo está junto de nós e os próprios sacerdotes devem abandonar o altar e as vestes, descerem â rua e junto do povo viver com eles o conteúdo da oração. É que vêm aí tempos muitos dificeis. Na minha idade já não se tem muito receio porque o tempo de vida está perto da extinção. Mas o mundo continuará para os que cá ficam e os caminhos terão de se tornar com poucos escolhos. E com pão. Todos os dias. Oremos para que tal aconteça. Mas não bastará a oração, será necessária a acção, lutar contra as injustiças, fazer dos homens gente igual.

MORREU UM PRESIDENTE DO LEIXÕES

Despediu-se de todos os matosinhenses e especialmente dos leixonenses o Domingos Nascimento.
Na sua saudade deixou-nos não só o brilhante atleta de hóquei em patins, como um dedicado homem do Leixões. Em 1978, em plena crise do clube, decidiu arrostar com a responsabilidade de presidente do Clube. E cumpriu, quando poucos lhe davam crédito para tal.
Nos últimos tempos, arredado do viver próximo do clube, tinha n sua posse centenas de recordações do mesmo através de fotografias.
Ultimamente, vergado a problemas de saúde, era um leixonense de quem já poucos se recordavam. A eterna ingratidão dos homens.
O Domingos, que faleceu aos 68 anos de idade, era filho de um percursor da Rádio, o velho Nascimento, proprietário da Rádio Leixões, no tempo em que as gravações ainda se faziam com fio de cobre. Marido de conhecida D. Margarida, mulher de pêlo na venta, ainda a recordamos por detrás do balcão, na rua Conde S.Salvador.
O Domingos Nascimento que, muitas vezes se abeirou de nós, nos últimos tempos, apesar da doença, mas sempre a pensar em iniciativas para o Leixões, tendo muito recentemente tentado arranjar pessoas para fazer ressurgir o hóquei em patins no Clube. Não conseguiu o seu sonho.
O Domingos já cá não está. É mais um que parte com a camiosla do Leixões colada à sua vida.
À sua família um abraço de solidariedade numa hora dificil.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ELES É QUE NOS DÃO AS ORDENS



Estas duas bizarras personagens é que mandam, não só na Europa, mas sobretudo em Portugal. Temos pena dos alemães por terem uma mulher destas no poder (esperamos que por pouco tempo), enquanto os franceses possuem um líder que vale zero e que precisa de tacões altos para mostrar que é gente.
E batemos nós palmas para sermos considerados europeus de corpo inteiro. Qual quê. Andam os nossos políticos aos beijinhos àquela medonha cara da senhora Merkel e aos apertos de mão e abraços do francês que de bom só tem a Carla Bruni.
Esta dupla vai tramar os portugueses, sobretudo a patrícia de Hitler, pois o francês pouco manda pois não tardará a também ter de pedir algum emprestado.
Para além de antipáticos, são maus e zero de competentes. Só tratam da vidinha deles e consideram-se os senhorios da Europa.

domingo, 23 de outubro de 2011

"BANDO DE MENTIROSOS"

Vasco Lourenço, militar de Abril de 74 e um dos protagonistas do 25 de Novembro, por quem sempre tivemos estima, muito embora as suas desabridas considerações que muitas vezes tem ferido os nossos tímpanos e, no meu caso concreto, algumas convicções políticas, bem como algumas irritabilidades por ver nos seus comportamentos algo de insólito com os principios que o tornaram conhecido, vem agora dizer, o que todos nós sabemos, afirmando que no poder "está um bando de mentirosos". Ora, senhor coronel, sempre estiveram. Até na madrugada do 25 de Abril de 1974 e dias seguintes, quem tomou o poder nos mentiu ou prometeu o que não podia dar . Pegue e leia o senhor o Programa das Forças Armadas e compare o que se prometeu e o que falta cumprir. E já foi há 37 anos!
E vamos cantando e rindo no meio de tantas mentiras e mentirosos.

sábado, 22 de outubro de 2011

VEM AÍ TEMPORAL, AI VEM VEM!...

Não sou eu que digo, é o Serviço de Metereologia Nacional. Chuva, vento, inundações, granizo, neve, encharcadelas até ao osso. Será a partir de amanhã, mas eu julgo que vai durar uns anos, apesar do Vasco Lourenço dizer que quem manda é mentiroso. O triste, a desgraça, é que o mau tempo irá cobrir Portugal de lés a lés, mas certamente que em Belém, . Bento e nas cercanias dos donos da massa, aí o tempo vai estar enxuto e certamente até com sol.
Vamos passar, na grande maioria, a ser uma população encharcada em desgraças.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

HOJE FOI O SR. SILVA

Já na semana passada, em Florença, havia saído da boca do PR um certo desconforto à Europa. Hoje, à saída duma Universidade, despiu o fato de inquilino do Palácio de Belém e voltou a ser o sr. Silva de Boliqueime. Não teve dúvidas em estar em desacordo com o conteúdo do Orçamento Geral do Estado, sobretudo com os cortes dos subsídios de Natal e Férias. Regressou ao povo que protesta, só faltando dizer se no dia 23 de Novembro irá fazer greve. O nosso PPC deve ter dado saltos de lebre. Agora, todos temos razão para protestar, pois o nosso Presidente protesta!
Não era de esperar tal. Que nos trará os próximos dias? Foi metido um cavaco na engrenagem da coligação PSD-CDS. Lá isso foi.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TODOS OS DIAS DIGO UMA ASNEIRA

Faço parte de um grupo de "cansados da vida" que todos os dias percorre a mártir rua de Brito Capelo. São aqueles enormes passeios, cheios de fendas nas juntas das pedras (que dizem serem chinesas); é a escuridão à noite (gostei da recente reacção dos comerciantes, iluminando a rua com velas em tigelas); idosos e crianças que tropeçam e muitos se magoam seriamente; é o desrespeito pelo estacionamento e os camiões de descarga numa grande superfície que danificam o passeio; é a polícia que só ali passa de automóvel, o que é proibido, pois só é permitido em caso de emergência (autoridades e ambulâncias); é o triste espectáculo de estabelecimentos fechados e da invasão dos comerciantes chineses; edificios à venda; a estação do Metro, com a pala inventada pelo arq. Soutinho, prometida para toda a rua, promessa que ouvimos e muito mais gente, no Hotel Porto, num Outubro chuvoso, que estaria concluída no final desse ano. E já lá vão alguns e só aquele arremedo de pala que a Metro agradeceu porque não gastou nada em construir um abrigo. Cabe aqui uma informação recolhida: afinal a pala não era possível construir em toda a extensão da rua, não só pela falibilidade do material a usar como pela licença que seria necessário pedir aos moradores da rua.
A rua de Brito Capelo é mesmo uma artéria mártir e fantasma. Quem a conheceu. E inaugurou Narciso as obras de remodelação, bebendo champanhe juntamente com o presidente da Associação Empresarial. Os dois deviam ser obrigados, a diariamente darem meia dúzia de voltas à rua, algumas das quais à noite.

sábado, 15 de outubro de 2011

OUTRA DE RICARDO CAMPUS

VOZ SEM MEDO

O nosso Bispo continua a ser uma voz sem medo. Ninguém como ele sente mais o sofrimento do povo. Sempre ao lado dos que sofrem. Assim foi na época negra de Setúbal em que não teve receio de denunciar a triste realidade. E por isso não foi amado pelo Poder, mas este nunca o conseguiu calar. A própria Igreja Católica, aquela que raramente sai do altar, se sentiu incomodada e, ainda hoje, depois de retirado da sua actividade pastoral, quando reflecte, quando fala, ainda há muita boa (?) gente que estremece.
Aí está D. Manuel de novo a chamar a atenção dos governantes, em recente entrevista à Lusa. "Isto vai rebentar". E mais: "Não sei se o povo terá força para ir para a rua, mas muitas coisas graves podem acontecer. Hoje sou um homem desanimado. Estamos perdidos".
Se D. Manuel diz que "estamos perdidos" é um sinal que estarão por aí maus dias. Hoje ainda o povo está como que anestesiado, mas chegando Dezembro e os primeiros cortes e Janeiro com os cortes a sério, não sabemos se os habituais brandos costumes se irão manter. Bom seria que sim. Mas desconfiamos. O golpe dado foi sem dó nem piedade.