O Poder Local democrático para além da Liberdade de expressão, foi, quanto a mim, a maior conquista de Abril. Mas sempre lhe coloquei uma reserva: estou convencido, embora a revolução e evolução que se regista por todo o Portugal, que com metade do investimento efectuado se teria feito o dobro. Estragou-se muito dinheiro em investimentos megalómanos, deu-se palco a quem o não merecia, por falta de preparação para subir ao mesmo, partidarizou-se num processo negativo de oportunismo. Içou-se ao poder quem falou mais alto, quem agitou mais bandeiras ou colou mais cartazes. E o resultado está à vista.
Construiu-se muito, há pavilhões multi-usos por todo o lado, há uma proliferação de piscinas, de pavilhões, habitação social, na maioria dos casos mal distribuida, bastando para o parque automóvel na envolvente, rotundas, se possível, três ou quatro por cidade ou concelho, mas muitas dessas terras, não cuidaram do saneamento básico, pois esse não dá votos, já que fica enterrado. O dinheiro da Europa fez perder a cabeça da maioria das Câmaras, as quais se esqueceram de que teriam de investir 30% e não tinham estaleca para isso. Veio o natural endividamento. E aí está o Poder Local, em hora de crise, de pantanas, algumas autarquias sem dinheiro até para comprar papel higiénico...
No meio desta derindana de desmandos e desorientação, de penacho político, só uma maioria de presidentes de Juntas de Freguesia, sobretudo no interior, é que tem sido gente que percebeu o mandato de Abril. E como são escrutinados dia a dia, ao pé da porta, não atravessando o território da sua jurisdição em automóveis topo de gama, lá vão cumprindo. E como cumprem, há em campo uma perseguição para que estas autarquias sejam banidas do Poder Local. Persegue-se, para matar.
E, no meio desta confusão, apetece-me estacionar na minha terra e meditar no futuro que lhe estará reservado, tendo em conta o que se vê, o que se lê e o que ouve. No Partido que há 36 anos governa, sentem-se fissuras, já que o Partido nunca existiu com a força que lhe era dada pela presença no poder, pois houve sempre, por vontade de quem mandava, que não deveria aparecer nova gente e gente nova, numa demonstração de alternância democrática. E os resultados da má escola estão à vista. Ouve-se o borbulhar o desejo de mando de quem nunca teve estaleca para isso, mas a força dos votos, o caciquismo anda na praça, prenunciando um amanhã que não deixará de envergonhar quem se envolver na luta eleitoral. Mas tal não acontece no partido líder, mas também na oposição, sobretudo na maior, na qual também se contam espingardas para alcançar o poleiro. Nem as derrotas constantes servem de lição.
Depois, a envolver esta situação, há a falta de dinheiro e o anunciar de uma amanhã ainda com mais dificuldades. Quem vier a surgir no Poder não terá vida fácil, não só na minha terra, mas em 99,9% do país.
Vamos todos ficar a olhar para as obras feitas - umas bem e outras muito mal. E não haverá dinheiro para mais nada. O amanhã será negro, no valor nos cofres e no valor nas pessoas.
terça-feira, 31 de julho de 2012
ADEUS, AMIGO DINIZ
Perdi mais um amigo. Morreu o Diniz. Não tenho a fotografia dele para encimar esta prosa de adeus, mas fui buscar a chama viva que nos uniu durante muitos anos. O Zé Diniz Sampaio Rocha, foi o técnico que visitou milhares de casas na nossa terra, sempre atento às chamadas das donas de casa para afinar o fogão, o esquentador de águas ou o aquecedor de ambiente. Matosinhos inteiro conheceu aquele sorriso simpático, a par da sua competência. Milhares e milhares de quilómetros que ele percorreu pelas ruas do concelho. Toda a gente o conhecia e ele conhecia toda a gente. O Gazcidla com quem ele trabalhou, desde o tempo em que as pessoas julgavam que se tratava de um detergente e, depois, durante época - e ainda hoje - foi um dos factores de economia dos portugueses.
O Zé Diniz foi um dos responsáveis. Era, igualmente, um bom companheiro de trabalho. Eu tive amigos e tenho amigos, mas o Zé Diniz era daqueles mesmo amigos sinceros.
Gostava de dar o seu pé de dança e acabaria por ser, muito tempo, um bom baterista e animador do conjunto musical do Orfeão de Matosinhos. Todos gostavam dele.
Pois o Zé Diniz deixou-nos, aos 75 anos. Vi-o, pela última vez, há um mês e do outro lado da rua disse-nos adeus e mandou-me o seu habitual sorriso. Pela última vez.
Só tive conhecimento do seu falecimento muito tarde, já sem ter hipóteses de lhe levar uma flor.
Perdi um amigo. Mais um.
O Zé Diniz foi um dos responsáveis. Era, igualmente, um bom companheiro de trabalho. Eu tive amigos e tenho amigos, mas o Zé Diniz era daqueles mesmo amigos sinceros.
Gostava de dar o seu pé de dança e acabaria por ser, muito tempo, um bom baterista e animador do conjunto musical do Orfeão de Matosinhos. Todos gostavam dele.
Pois o Zé Diniz deixou-nos, aos 75 anos. Vi-o, pela última vez, há um mês e do outro lado da rua disse-nos adeus e mandou-me o seu habitual sorriso. Pela última vez.
Só tive conhecimento do seu falecimento muito tarde, já sem ter hipóteses de lhe levar uma flor.
Perdi um amigo. Mais um.
sábado, 28 de julho de 2012
A PORCA DA POLÍTICA
Dizem que são políticos e, portanto, homens que querem lutar pela melhor e exemplar vida do povo. Mas é o que dizem, porque não prática o exemplo é o pior. E se o povo pensasse duas vezes, fazia-lhes o tradicional manguito do Zé.
E porquê esta ladaínha? Muito simples e triste.
A Câmara comemorou os 60 anos da inauguração do Mercado Municipal, uma obra ímpar para a época, sonhada depois da II Guerra Mundial.
Foram homenageados postumamente os autores do projecto e o construtor do edifício, por acaso, um cidadão de Matosinhos que tanto deu à sua terra e, só agora, é que quem de direito se lembrou de homenagear.
Presentes o presidente da Câmara e vereadores. Presentes, também, os presidentes da Junta de Freguesia de Lavra (70% dos trabalhadores que construiram o Mercado eram oriundos daquela freguesia) e Senhora da Hora. Estranhamente a ausência do presidente da Junta de Matosinhos. E estranhamente porque parece ter estado presente, horas antes da cerimónia, a distribuir lembranças e uma flor aos operadores do mercado.
Um autarca que, recentemente assumiu responsabilidades no partido em que está inscrito, apesar de há uns anos atrás, depois do "Caso da Lota", ter sido proposta a sua demissão, o que nunca parece nunca ter acontecido, tendo somente sido outros dois destacados militantes (Narciso e Seabra) castigados, por impedidos a candidatarem-se à presidência da Câmara. Uma tristeza num baralho de coisas porcas.
É assim a política. Mas o povo quer que política seja uma sujeira? Parece.
E porquê esta ladaínha? Muito simples e triste.
A Câmara comemorou os 60 anos da inauguração do Mercado Municipal, uma obra ímpar para a época, sonhada depois da II Guerra Mundial.
Foram homenageados postumamente os autores do projecto e o construtor do edifício, por acaso, um cidadão de Matosinhos que tanto deu à sua terra e, só agora, é que quem de direito se lembrou de homenagear.
Presentes o presidente da Câmara e vereadores. Presentes, também, os presidentes da Junta de Freguesia de Lavra (70% dos trabalhadores que construiram o Mercado eram oriundos daquela freguesia) e Senhora da Hora. Estranhamente a ausência do presidente da Junta de Matosinhos. E estranhamente porque parece ter estado presente, horas antes da cerimónia, a distribuir lembranças e uma flor aos operadores do mercado.
Um autarca que, recentemente assumiu responsabilidades no partido em que está inscrito, apesar de há uns anos atrás, depois do "Caso da Lota", ter sido proposta a sua demissão, o que nunca parece nunca ter acontecido, tendo somente sido outros dois destacados militantes (Narciso e Seabra) castigados, por impedidos a candidatarem-se à presidência da Câmara. Uma tristeza num baralho de coisas porcas.
É assim a política. Mas o povo quer que política seja uma sujeira? Parece.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
RESPOSTA A QUEM NÃO SABE OU É PINÓQUIO
Um dia destes assisti a uma discussão sobre a influência maioritária que houve do FC Porto, em Matosinhos. Mentira. Só a partir dos anos 80 do século passado é que tal aconteceu, naturalmente por força dos êxitos do clube, sobretudo os internacionais. De registar, também, a emigração portista para dormir em Matosinhos.
Antes daquela época, predominavam na nossa terra os sportinguistas, com quartel-general na Confeitaria Oriental. Depois, vinham os belenenses e os benfiquistas. Portistas, eram alguns.
De recordar os campeonatos então existentes, no Campo de Santana, entre as fábricas de conservas, no qual havia o Sporting e o Belenenses. Não me recordar de ver uma equipa do Benfica ou do FC Porto.
Hoje é que tudo é diferente. Segundo os números, em Matosinhos há mais associados do FC Porto do que do Leixões. O que é triste.
Nesta conversa com os "bloguistas" só queria responder aos portistas que se julgam sempre os maiores pelas bandas de Matosinhos. Aqui, apesar de tudo, é terra do Leixões, do Leixões que foi um dos fundadores da AFPorto, juntamente com o Boavista (clube da aristocracia da zona do Bessa e de Vila Nova de Gaia). O FC Porto que se diz fundado pelos comerciantes, sobretudo merceeiros, no século XIX, segundo descoberta do famoso Rui Guedes, uma descoberta que deixa muitas dúvidas, mas que os portistas aceitaram. Sem esquecer o Salgueiros, clube do povo, e o célebre Académico, de gente bem, o primeiro clube a ter um estádio relvado (Estádio do Lima), mas também o primeiro a ser quase esquecido por ter a perna curta para a passada larga, tal como acontece hoje a muito boa gente.
Fica a ajuda para a discussão.
Antes daquela época, predominavam na nossa terra os sportinguistas, com quartel-general na Confeitaria Oriental. Depois, vinham os belenenses e os benfiquistas. Portistas, eram alguns.
De recordar os campeonatos então existentes, no Campo de Santana, entre as fábricas de conservas, no qual havia o Sporting e o Belenenses. Não me recordar de ver uma equipa do Benfica ou do FC Porto.
Hoje é que tudo é diferente. Segundo os números, em Matosinhos há mais associados do FC Porto do que do Leixões. O que é triste.
Nesta conversa com os "bloguistas" só queria responder aos portistas que se julgam sempre os maiores pelas bandas de Matosinhos. Aqui, apesar de tudo, é terra do Leixões, do Leixões que foi um dos fundadores da AFPorto, juntamente com o Boavista (clube da aristocracia da zona do Bessa e de Vila Nova de Gaia). O FC Porto que se diz fundado pelos comerciantes, sobretudo merceeiros, no século XIX, segundo descoberta do famoso Rui Guedes, uma descoberta que deixa muitas dúvidas, mas que os portistas aceitaram. Sem esquecer o Salgueiros, clube do povo, e o célebre Académico, de gente bem, o primeiro clube a ter um estádio relvado (Estádio do Lima), mas também o primeiro a ser quase esquecido por ter a perna curta para a passada larga, tal como acontece hoje a muito boa gente.
Fica a ajuda para a discussão.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Ó ZÉ, NAO SE ARRANJA NINGUÉM DE JEITO?
É verdade, caro Zé, não se arranja ninguém de jeito para feitor da nossa quinta. O Pedro manda-nos lixar e agora só quer tratar da dieta e da melena; o Seguro está muito verde e parece que nunca mais vai fazer 18 anos; o Jerónimo tem calos nas mãos, mas também já tem calos na cabeça; o Louçã sabe muito, mas é só garganta; o Portas, credo, credo, credo. Precisamos que tu descubras alguém que se saiba da poda e que ponha o quintal a dar uma colheita de jeito. E quanto antes.
HÁ 60 ANOS MATOSINHOS TEM ESTA JÓIA
Foi há 60 anos, Julho de 1952, que o general Craveiro Lopes veio inaugurar o Mercado de Matosinhos. Uma obra emblemática e na altura na Península Ibérica. Foi construído por um Homem de Matosinhos - Luís José de Oliveira - que a nossa terra nunca consagrou como merecia, pois para além de um profissional da maior competência, foi figura de grande relevo na área comercial, social e cultural. Finalmente, vai ter uma pequena homenagem. No próximo sábado, pelas 10 horas. Eu que serei um dos 20 ou 30 que ainda estão vivos e que na obra do Mercado colaborei, lá estarei a reviver todos aqueles que fizeram tão grande obra.
terça-feira, 24 de julho de 2012
A MULHER DOS TOMATES
A deputada Isabel Moreira, da bancada do PS, mostrou ser uma mulher com eles no sítio, ou seja, com os músculos democráticos em plena pujança. Quis fazer uma declaração pessoal na Assembleia da República. A presidente Assunção Esteves não permitiu! Isabel bateu com a porta, traída por ideias que quem dirige a AR diz serem democráticas. E ninguém se levantou a protestar. Uma mulher, uma filha, a quem seu pai, Adriano Moreira, terá obrigado a um sorriso de satisfação. Mesmo vinda da Esquerda.
O POVO NÃO É PARVO PARA ACREDITAR
Passos Coelho no lauto jantar de fim de ano na Assembleia da República, apresentou-se mais magro e de cabelo aparado. Disse que anda a fazer dieta, mas comeu rosbife e um gelado com frutos vermelhos a enfeitar. Não dá para engordar, mas dá para falar tentando enrolar o povo que o ouviu no jantar e fora dele. Disse o PC "que se lixem as eleições". Como se alguém acreditasse nisso, muito embora muitos dos presentes tenham perdido o apetite e cá por fora Portas e toda a sua prole política também não tenham gostado da ementa do chefe dos laranjas. E o que terá pensado a oposição. Certamente o mesmo: que se lixem as eleições. Pois Seguro não está seguro nessa coisa do povo votar...
segunda-feira, 23 de julho de 2012
GUERRA NO BOXE
O boxe do Leixões tem uma madrinha "KO" na música. Trata-se de Rita Guerra. Na foto ela está com a gloriosa camisola vestida, ao lado de seu irmão e atleta da modalidade Pedro Guerra e do mentor da mesma Fernando Peneda. Ora digam lá se a bonita camisola não fica bem no corpo da famosa cançonetista. Ela esteve a assistir ao Leixões-Rio Ave e conversou com o presidente Carlos Oliveira. É que o Leixões não é só chuto na bola. E pode ser que a Rita seja necessária para um soquito a alguém...
É PRECISO TER LATA
Realmente é preciso ter lata! No actual conhecimento das contas do 1º semestre, o Governo atirou foguetes e apanhou as canas porque as despesas com pessoal tiveram uma descida. Ora não podia acontecer outra coisa. O corte do subsidio de férias aos funcionários públicos e pensionistas só podia resultar em tal. Ora governar, poupar, à custa de quem trabalhou ou já trabalhou, é fácil para quem corta, mas é desesperante para quem sofre o corte.
Sofre-se duas vezes: com o roubo do dinheiro do bolso e com depois a alegria de quem nos roubou. Grandes políticos. E não há quem os corte do mapa!
Sofre-se duas vezes: com o roubo do dinheiro do bolso e com depois a alegria de quem nos roubou. Grandes políticos. E não há quem os corte do mapa!
sábado, 21 de julho de 2012
DIFICILMENTE HAVERÁ IGUAL
Foi hoje a sepultar o professor. José Hermano Saraiva, um nome controverso para os políticos nascidos do 25 de Abril, tal como o fora para uma grande maioria do Estado Novo. Um Homem de Portugal, um Homem da História e que a sabia contar como ninguém. Dificilmente haverá um comunicador igual. Só Agostinho da Silva esteve perto dele, tal como Vitorino Nemésio.
O professor Saraiva acabou no mundo dos vivos, mas continuará, graças à ciência, a poder estar no serão dos portugueses através da TV na reprodução da sua memória. Pena que muito poucos se foram dele despedir. Hipócritas e falsos portugueses.
O professor Saraiva acabou no mundo dos vivos, mas continuará, graças à ciência, a poder estar no serão dos portugueses através da TV na reprodução da sua memória. Pena que muito poucos se foram dele despedir. Hipócritas e falsos portugueses.
DESTA VEZ ESTOU DE ACORDO COM ELE
Já conheço Pinto da Costa há 50 anos. Convivemos e discordamos como delegados do Leixões e FC Porto, na Associação de Patinagem, convivemos no mundo do futebol, deixe de o considerar desde que "ordenou" a agressão a meu filho no Estádio do Restelo, mais me afastei quando ajudou o Leça e não "gostava nada" do Leixões, afastei-me mais nas guerras e no prejuízo moral que tem dado ao futebol e desporto nacional, mas, neste momento, faço um acto de contrição, pois estou com ele quando afirma que se "o Governo ordenasse um imposto sobre as noticias falsas que proliferam nos jornais, estava salva a pátria", ai, aí estou com ele. Como velho e reformado profissional da comunicação social, realmente sinto vergonha pelo que leio. Tem razão, caro Pinto da Costa. Mas só hoje.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O NOSSO HENRIQUE
Conhecemos o Henrique desde menino e moço. Sempre atento o que se passava a seu lado. Voluntarioso, impulsivo até. Aos 18 anos, na qualidade de seleccionador de juniores da AFPorto, eu seleccionei-o e ele foi o esteio da equipa. Estava ali a nascer gente grande. Foi treinador vitorioso, em Portugal e no estrangeiro. Não se perde só no futebol e consegue fazer pontes até na área de relações económicas. É um verdadeiro embaixador. Foi um raro político sério. É, neste momento, uma figura importante na salvação e estabilidadade do seu Leixões.
Merece esta minha nota respeitosa. E de toda a gente que como ele gosta de Matosinhos e do Leixões.
Merece esta minha nota respeitosa. E de toda a gente que como ele gosta de Matosinhos e do Leixões.
AS CASTANHAS TAMBÉM?!
A nova determinação do Governo obrigará, a partir de 1 de Janeiro de 2013 que seja obrigatório a passagem duma factura na compra de uma bica, do almoço, do papo-seco na padaria com um cheirinho de manteiga, no corte do cabelo, no saborear de uma fartura na feira, na compra duma lingua da sogra, de um gelado e das saborosas castanhas. Um mundo de escrituração. Feitas as contas, um agregado familiar de quatro pessoas terá de juntar 36.322 facturas para conseguir descontar 250 euros no IRS. E uma nota importante, não esquecer nunca o seu número de contribuinte. Conclusão: já ninguém sabe o que diz e o que faz.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
OBRIGADO, CARLOS OLIVEIRA
O Leixões venceu mais uma crise. A nona ganha, seguida, por Carlos Oliveira. Atingiu o limite do aceitável. Matosinhos deve ter vergonha por obrigar este homem a defender o Leixões que nem sequer é o clube da sua terra natal. Por isso deve ser ouvido e agradecido, ouvido e ajudado. O que não tem acontecido.
Obrigado, Carlos Oliveira. Viva o Leixões!
Obrigado, Carlos Oliveira. Viva o Leixões!
COMO NOUTROS (MAUS) TEMPOS
O ministro da Defesa, de quem esqueci o nome, reagiu da forma que reagiu às palavras (certas) de D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, quase insinuando a sua despromoção e, se possível, o exílio. Pecado do Bispo: falar verdade, a verdade sem medo, que a Igreja Católica deve pregar e não ficar aninhada, quase tremeliques de receios, ao reagir ao diferendo ministro-D. Januário.
Fez-me lembrar esta situação a carta-aberta de D. António Ferreira Gomes, então Bispo do Porto a Salazar. Ou não lembra?
Pobres consciências ou desconhecimento, sobretudo do ministro que devia ser uma criança quando tal aconteceu.
Neste momento de sofrimento dos portugueses as palavras de D.Januário são uma benção, como foram as de D. António e as de D. Manuel Martins, nos tempos negros da margem sul do Tejo. E aí, também Cavaco não gostou. É que os políticos não pecam...
Fez-me lembrar esta situação a carta-aberta de D. António Ferreira Gomes, então Bispo do Porto a Salazar. Ou não lembra?
Pobres consciências ou desconhecimento, sobretudo do ministro que devia ser uma criança quando tal aconteceu.
Neste momento de sofrimento dos portugueses as palavras de D.Januário são uma benção, como foram as de D. António e as de D. Manuel Martins, nos tempos negros da margem sul do Tejo. E aí, também Cavaco não gostou. É que os políticos não pecam...
terça-feira, 17 de julho de 2012
QUE DEUS O AJUDE
D. Januário Torgal, só podia ser Bispo das Forças Armadas, mas de Abril. As suas palavras abrem as portas à revolução. Ele diz aquilo que diria Cristo se por cá voltasse à andar, na era das novas técnicas da comunicação. Não deve nada à política partidária, mas sim à política de solidariedade, de bem estar do povo, da justiça. Sabe colocar o dedo na testa dos pecadores e que são muitos. Por isso eles reagem, mal. Por sua vez, a Igreja Católica, como sempre fez ao longo dos tempos, encolhe-se e olha para Januário como olhou para Manuel.
Que Deus o ajude, D. Januário. Pregue uma penitência dura a esses pecadores que estão infernizar a nossa vida, os tais "diabinhos negros".
Que Deus o ajude, D. Januário. Pregue uma penitência dura a esses pecadores que estão infernizar a nossa vida, os tais "diabinhos negros".
domingo, 15 de julho de 2012
GOOOOLO DO LEIXÕES E DE MATOSINHOS
Goooooooooooooooooooolo! O Leixões venceu, Matosinhos ganhou. Há um sinal de felicidade no rosto de Carlos Oliveira e da gente, quase toda a gente da cidade. Afinal, ainda não foi desta que o clube morreu ou que o mataram.
O Leixões vai voltar a pisar a relva do Estádio do Mar. Carlos Oliveira, pela NONA VEZ conseguiu o milagre, mas não há espaço para continuar a manter esta vida.
O Leixões e Matosinhos vão ter de ter outro comportamento. Só poderá ter ambições de acordo com as suas posses, com o investimento dos matosinhenses e dos que vivem de Matosinhos. Há que dar, por outro lado, oportunidade aos nossos "bebés", deixando de permitir que vistam as camisolas rubro-brancas gente que vem ao clube para se promover ou dar uns chutos na bola sem empenho a não ser receber o salário.
Parabéns aos gestores do Leixões Sport Clube e, sobretudo do Leixões Futebol SAD. Obrigado pelo empenho e pelo sofrimento sofrido. Obrigado, Carlos Oliveira, o verdadeiro "ponta de lança" que marca, todos os dias, golos de esperança.
E, agora, leixonenses, muita união e compreensão.
E aqueles que estavam à espera do fim, pois que continuem a esperar.
O Leixões vai voltar a pisar a relva do Estádio do Mar. Carlos Oliveira, pela NONA VEZ conseguiu o milagre, mas não há espaço para continuar a manter esta vida.
O Leixões e Matosinhos vão ter de ter outro comportamento. Só poderá ter ambições de acordo com as suas posses, com o investimento dos matosinhenses e dos que vivem de Matosinhos. Há que dar, por outro lado, oportunidade aos nossos "bebés", deixando de permitir que vistam as camisolas rubro-brancas gente que vem ao clube para se promover ou dar uns chutos na bola sem empenho a não ser receber o salário.
Parabéns aos gestores do Leixões Sport Clube e, sobretudo do Leixões Futebol SAD. Obrigado pelo empenho e pelo sofrimento sofrido. Obrigado, Carlos Oliveira, o verdadeiro "ponta de lança" que marca, todos os dias, golos de esperança.
E, agora, leixonenses, muita união e compreensão.
E aqueles que estavam à espera do fim, pois que continuem a esperar.
sábado, 14 de julho de 2012
TREINADOR DE FUTEBOL + 4
Numa discussão interessante sobre os gastos do futebol, falou-se nos exageros dos técnicos e das despesas inerentes à preparação.
Um clube contrata um treinador e logo tem de contratar, pelo menos mais três ou quatro. É o adjunto, o treinador de guarda-redes, o preparador físico e o olheiro. São os estágios de pré-época a quilómetros e quilómetros da sede clube, as despesas de deslocação e alojamento, etc, etc. Depois durante a prova são também os estágios, o material de treino e uma equipa, se possível de 18 ou 19 jogadores para cada partida. Não há dinheiro que chegue e só um ou dois é que tiram resultados lucrativos disso.
Eu sou do tempo em que o clube só tinha um treinador e este era pau para toda a obra. A pré-epoca era feita em Matosinhos, local onde durante a época se jogaria, a praia de Matosinhos e o pinhal de S. Brás (Pedroto dizia que era dos melhores locais de treino e oxigenação que conhecia). Mas agora os tempos são outros, apesar do dinheiro ser menos ou quase nenhum.
Ora, pegando nesta reflexão, a nossa opinião é que o Leixões deverá ter um bom treinador e dentro da casa arranjará um bom adjunto e que também seja preparador físico. Os guarda-redes não é dificil um dos dois treinadores os treinarem, pois conheci um treinador (camepão no Leixões) que não sabia chutar e os treinava com a mão...
O treino da ´pré-época tem um Estádio do Mar capaz, uma praia imensa, um parque da Quinta da Conceição, um monte de S. Brás, e um local de alimentação capaz de entrar numa colaboração interessante. E, para jogo, apesar da Liga agora permitir que possam estar no banco 23 jogadores, 16 já é número suficiente. E até, porque normalmente, o treinador já tem os seus 10 preferidos...
Vamos lá poupar, inovando.
Um clube contrata um treinador e logo tem de contratar, pelo menos mais três ou quatro. É o adjunto, o treinador de guarda-redes, o preparador físico e o olheiro. São os estágios de pré-época a quilómetros e quilómetros da sede clube, as despesas de deslocação e alojamento, etc, etc. Depois durante a prova são também os estágios, o material de treino e uma equipa, se possível de 18 ou 19 jogadores para cada partida. Não há dinheiro que chegue e só um ou dois é que tiram resultados lucrativos disso.
Eu sou do tempo em que o clube só tinha um treinador e este era pau para toda a obra. A pré-epoca era feita em Matosinhos, local onde durante a época se jogaria, a praia de Matosinhos e o pinhal de S. Brás (Pedroto dizia que era dos melhores locais de treino e oxigenação que conhecia). Mas agora os tempos são outros, apesar do dinheiro ser menos ou quase nenhum.
Ora, pegando nesta reflexão, a nossa opinião é que o Leixões deverá ter um bom treinador e dentro da casa arranjará um bom adjunto e que também seja preparador físico. Os guarda-redes não é dificil um dos dois treinadores os treinarem, pois conheci um treinador (camepão no Leixões) que não sabia chutar e os treinava com a mão...
O treino da ´pré-época tem um Estádio do Mar capaz, uma praia imensa, um parque da Quinta da Conceição, um monte de S. Brás, e um local de alimentação capaz de entrar numa colaboração interessante. E, para jogo, apesar da Liga agora permitir que possam estar no banco 23 jogadores, 16 já é número suficiente. E até, porque normalmente, o treinador já tem os seus 10 preferidos...
Vamos lá poupar, inovando.
A DESGRAÇADA MENTIRA POLITICA
Realmente a mentira tem perna curta. Continua-se a falar na injustiça do Tribunal de Contas não autorizar a Câmara de Matosinhos a comprar o Estádio do Mar, por seis milhões de euros. Repetimos, seis milhões em 10 anos. A Câmara, ainda, no valor proposto deduziu o já gasto na construção da bancada!
Ora que se saiba, o Tribunal de Contas, nunca levantou a voz para as centenas de milhões que foram gastos e muitos ainda estão para pagar, com o Estádio Municipal de Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Algarve, entre outros.
Matosinhos que construiu - E PAGOU - o seu estádio com o dinheiro do seu povo, sobretudo do que labuta no mar, é alvo duma decisão cega, a cheirar a incompreensão a que alguns chamam perseguição. E, como se não chegasse tamanha cegueira e mau comportamento, há tristemente em Matosinhos, como é o caso do Padroense, quem apoie a censura do TC, não se lembrando que o parque desportivo magnifico que possui foi na sua quase totalidade pago pela Câmara de Matosinhos. É o raio também da luta política, mas embrulhada mentira. Uma lástima.
Acresce que todos os clubes do concelho possuem instalações desportivas que são municipais ou pagas aos clubes pelo Munícipio. Que apareça quem me queira desmentir, sobretudo os muitos amigos que temos no Padrão da Légua. Mudam-se os tempos e os líderes politicos e mudam-se as vontades. Nem que tenha de entrar em campo a mentira.
Também aqui o Leixões merece justiça por parte do Tribunal de Contas. Também aqui o Tribunal de Contas deve apreciar a lisura da proposta da Câmara ao Leixões. Também aqui, alguns clubes de Matosinhos devem ser gratos e não ingratos, devem ser de Matosinhos e não de outras paragens.
Ora que se saiba, o Tribunal de Contas, nunca levantou a voz para as centenas de milhões que foram gastos e muitos ainda estão para pagar, com o Estádio Municipal de Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Algarve, entre outros.
Matosinhos que construiu - E PAGOU - o seu estádio com o dinheiro do seu povo, sobretudo do que labuta no mar, é alvo duma decisão cega, a cheirar a incompreensão a que alguns chamam perseguição. E, como se não chegasse tamanha cegueira e mau comportamento, há tristemente em Matosinhos, como é o caso do Padroense, quem apoie a censura do TC, não se lembrando que o parque desportivo magnifico que possui foi na sua quase totalidade pago pela Câmara de Matosinhos. É o raio também da luta política, mas embrulhada mentira. Uma lástima.
Acresce que todos os clubes do concelho possuem instalações desportivas que são municipais ou pagas aos clubes pelo Munícipio. Que apareça quem me queira desmentir, sobretudo os muitos amigos que temos no Padrão da Légua. Mudam-se os tempos e os líderes politicos e mudam-se as vontades. Nem que tenha de entrar em campo a mentira.
Também aqui o Leixões merece justiça por parte do Tribunal de Contas. Também aqui o Tribunal de Contas deve apreciar a lisura da proposta da Câmara ao Leixões. Também aqui, alguns clubes de Matosinhos devem ser gratos e não ingratos, devem ser de Matosinhos e não de outras paragens.
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