quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
FOI-SE!...
Inesperadamente, foi-se! Nogueira Leite, um dos homens fortes do cavaquismo e do coelhismo, com palavras para tudo e todos, com paletes de rendimentos, gestor da Caixa Geral de Depósitos, bateu com a porta do banco do Estado. Ou me engano muito ou haverá coisas para contar. Aguardemos, agora que Cavaco Silva parece ter metido o fiofó entre as pernas e ir a correr promulgar o OGE/2013. Depois, bem, depois, será o que Deus quiser. Vamos ter temporal. Já ninguém espera outra calamidade.
EU CÁ ESTOU À ESPERA
Anda para aí toda a gente a falar que o mundo vai acabar no dia 21. Em início de fim de semana e a poucas horas de comer as rabanadas e o bacalhau cozido com batatas do Natal. Verdade? Eu cá estarei à espera, prontinho para dizer adeus e a tudo e ir para outro mundo. Até pode acontecer que antecipe a viagem como muitos o estão a fazer, bastando ler as páginas dos jornais.
Mas também pergunto: fará assim tanta falta a existência do mundo, quando o que existe não presta para nada, invadido na sua maior parte por injustiças, por fome, guerra e só alguns poucos beneficiados. E se o 21 for mesmo o fim, graças a Deus que os que tem muito e muitas injustiças praticaram também vão voar em pedacinhos. Vamos aguardar, sentados. Também, valha a verdade, não adianta nada preocuparmo-nos. Não há ninguém que se possa suspender tal sentença. Ninguém.
Mas também pergunto: fará assim tanta falta a existência do mundo, quando o que existe não presta para nada, invadido na sua maior parte por injustiças, por fome, guerra e só alguns poucos beneficiados. E se o 21 for mesmo o fim, graças a Deus que os que tem muito e muitas injustiças praticaram também vão voar em pedacinhos. Vamos aguardar, sentados. Também, valha a verdade, não adianta nada preocuparmo-nos. Não há ninguém que se possa suspender tal sentença. Ninguém.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
NUNCA MAIS TE PERDOO PAI NATAL
Acredita, Pai Natal, nunca mais te perdoo. Desde pequeno que fui enganado que tu existias e eu acreditei. Era a minha mãe que o dizia. Todos anos, de celuloide, lá estavas tu no cimo do pinheiro de Natal. E eu até falava contigo à espera que não te esquecesses de mim. Mas um dia, há sempre um dia, quando na noite natalícia a minha mãe me aconchegou a roupa para dormir, eu vi-a pousar um carro de bombeiros, em folheta, em cima da cómoda. Era a tua prenda, mas não eras tu que a levavas. Fiquei triste e até me correu uma lágrima. Passei a não acreditar. E, no dia seguinte, espírito mau o meu, trepei a uma cadeira e peguei em ti e fui ao quarto de minha mãe apresentar queixa aos santinhos dela, diante dos quais tinha sempre uma lamparina de azeite acesa. E eis quando fixava os santos, aproximei-te da chama e tu foste engolido pela mesma, perante o meu espanto e susto. Acorreu a minha mãe, aflita, perante a minha asneira, deu-me dois tabefes bem acertados. Nem tive tempo para me explicar.
A partir deste momento nunca mais tive conversa contigo. Vai intrujar quem tu quiseres. Anos mais tarde, aos meus filhos, era com relutância que lhes mentia, mas é da praxe mentir às crianças no Natal, pois até os graúdos mentem uns aos outros. Pior, dão abraços, desejam felicidades, mas aquilo tudo cheira a hiocrisia. E, então, nos tempos que correm!
A partir deste momento nunca mais tive conversa contigo. Vai intrujar quem tu quiseres. Anos mais tarde, aos meus filhos, era com relutância que lhes mentia, mas é da praxe mentir às crianças no Natal, pois até os graúdos mentem uns aos outros. Pior, dão abraços, desejam felicidades, mas aquilo tudo cheira a hiocrisia. E, então, nos tempos que correm!
A CULPA É DO HOMEM DO BOLO-REI
Pois é, caros amigos. A culpa de tudo o que estamos a passar e ainda teremos muito para passar, é desde senhor, do amante do bolo-rei. Este senhor que nos (des)governou na década de 90, quando a gentinha de Bruxelas despejava em Portugal euros como S. Pedro despeja granizo nas terras altas. Gastou-se à tripa forra, reformas a torto e a direito, gabinetes e empresas para os amigos e amigos destes, foi um fartar. Alguns trabalharam tanto que estão a descansar em casa com...pulseira electrónica.
Este senhor a quem os portugueses, ingenuamente, deram cavaco, chegou a inquilino de Belém. E nunca os portugueses viram ninguém que tanta indecisão tivesse naquela cabeça algarvia. Agora que o país anda de patas ao ar, o que dizem ser, pela Constituição o primeiro de Portugal, portanto o mais responsável, vai deixando escapar umas coisas, deu-lhe agora para carpir que vai ser afectado na sua reforma, mas os portugueses que se lixem.
Ele, certamente, vai ter o seu Natal, sem esquecer o bolo-rei gostosamente a caír-lhe pelos cantos da boca, e os milhares e milhares de portugueses que do Natal só poderão contar as estrelas do céu, coitados deles, não merecem cavaco. o mesmo Cavaco que nós não merecemos.
Este senhor a quem os portugueses, ingenuamente, deram cavaco, chegou a inquilino de Belém. E nunca os portugueses viram ninguém que tanta indecisão tivesse naquela cabeça algarvia. Agora que o país anda de patas ao ar, o que dizem ser, pela Constituição o primeiro de Portugal, portanto o mais responsável, vai deixando escapar umas coisas, deu-lhe agora para carpir que vai ser afectado na sua reforma, mas os portugueses que se lixem.
Ele, certamente, vai ter o seu Natal, sem esquecer o bolo-rei gostosamente a caír-lhe pelos cantos da boca, e os milhares e milhares de portugueses que do Natal só poderão contar as estrelas do céu, coitados deles, não merecem cavaco. o mesmo Cavaco que nós não merecemos.
OS TEMPOS DA MINHA AVÓ
Antes de dizer ao que venho, tenho de rectificar o título do post anterior. Falta-lhe a palavra Natal. As minhas desculpas.
E, ainda numa fase de saudosismo natalício, aqui deixo aos mais novos, uma das melhores invenções do principio do século XX - a máquina de cozinhar a petróleo. Uma inovação. Para trás a lenha e os briquetes (quanto aos briquetes terei uma situação para vos relatar dos meus tempos de menino).
Esta sofisticadíssima peça, para o seu tempo, quando apareceu lá em casa, dizia o meu pai, que a minha avó Rita quando via a minha mãe a dar à bomba (peça da direita) para espevitar a chama na cabeça da máquina, a minha avó fugia com receio que fosse tudo pelos ares. Mas a máquina durou dezenas de anos até aparecerem os fogões mais modernos, a electricidade, o gás, as panelas de pressão, os fornos eléctricos, um nunca mais acabar de tecnologia, os quais, esses sim, se a minha avó Rita ainda cá estivesse ninguém lhe punha a vista em cima.
Ora aqui está uma peça que teve larga importância no Natal de muita gente.
E, ainda numa fase de saudosismo natalício, aqui deixo aos mais novos, uma das melhores invenções do principio do século XX - a máquina de cozinhar a petróleo. Uma inovação. Para trás a lenha e os briquetes (quanto aos briquetes terei uma situação para vos relatar dos meus tempos de menino).
Esta sofisticadíssima peça, para o seu tempo, quando apareceu lá em casa, dizia o meu pai, que a minha avó Rita quando via a minha mãe a dar à bomba (peça da direita) para espevitar a chama na cabeça da máquina, a minha avó fugia com receio que fosse tudo pelos ares. Mas a máquina durou dezenas de anos até aparecerem os fogões mais modernos, a electricidade, o gás, as panelas de pressão, os fornos eléctricos, um nunca mais acabar de tecnologia, os quais, esses sim, se a minha avó Rita ainda cá estivesse ninguém lhe punha a vista em cima.
Ora aqui está uma peça que teve larga importância no Natal de muita gente.
DO TEMPO DO MEU RICO DE GENTE POBRE
O velho candeeiro a petróleo. Lembro-me dele nesta data. Era ele que iluminava (não havia outro sistema de iluminação na casa do Delfim alfaiate) a ceia de Natal. À sua luz víamos as batatas com o bacalhau e a regueifa redondinha da 1º. de Maio. O pai ainda com alinhavos na camisa e a mãe de dedal no dedo. A minha irmã, a Antónia, ansiosa, pois a noite era diferente. Eu ficava mais triste porque sabia avaliar a diferença entre a nossa casa e a do vizinho, com luz eléctrica. Mas éramos felizes com pouco. Vinha depois a aletria na velha travessa com dois gatos que o amolador havia colocado para a salvar e a noite terminava com um copinho de vinho fino mandado pelo tio Joaquim, do Pinhão. Antes ainda se jogava o rapa a pinhões. Nada de bolo-rei ou pão de ló. Era a cama a seguir e a ansiedade das prendas no dia seguinte. Prendas pobres, mas cobertinhas de amor.
Era assim o meu natal há mais de 70 anos. Não queria morrer sem viver uma Ceia natalícia com tão puro ambiente.
Era assim o meu natal há mais de 70 anos. Não queria morrer sem viver uma Ceia natalícia com tão puro ambiente.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O NOSSO TRISTE FADO
Temos de aturar o fadista. Agora vem cantar-nos o fado dos pobres reformados e com a ameaça de que há quem esteja a receber pensões de reforma para as quais quase não descontos. Nós desconfiamos de quem ele fala, de muitos que precisavam de receber mais um pouco, não deve estar a acusar os políticos e os deputados que, como ele, com um desgraçado contributo do seu mau trabalho, ao fim de meia dúzia de anos vem para casa com chorudas reformas (algumas foram vitalícias), vão ocupar espampanantes cargos e abrem-lhes a porta dos cofres para dali retirarem quanto der mais jeito. E isto é dito por um cidadão que se formou aos 37 anos e, antes disso, foi um "paquete"bem remunerado do sr. Ilidio Pinho, nos intervalos do cantar do fado na Adega do Ribatejo e de alisar as penas das Doce. Pobre pais em tais maos foi colocado.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
MEU DEUS, VEM AÍ A TROIKA
As dores de cabeça de Vitor Gaspar: vem aí a Troika. A chegada do careca, do negro e do outro portador da pasta irão romper pelo Ministério das Finanças para pedir contas ao ministro. E estas não serão, certamente, aquela que os amigos da Merkel vão mais gostar, isto a avaliar pela catadupa de números negativos que nos vão impingindo. Podemos estar à porta de mais más noticias, de mais impostos, de mais taxas e um nunca mais acabar de dores para os portugueses, sobretudo para os que menos podem. Estaremos perto, pertinho, igualmente, do transbordar da panela de água fervente político. O Partido Socialista terá de mostrar que é socialista, enquanto o CDS começa a ver que o PSD o está a arrumar para o canto, dando liberdade a Portas para correr mundo, embora nos pareça que não demorará para o correr do Governo.
Vamos ter um Setembro Negro. Parece.
Vamos ter um Setembro Negro. Parece.
sábado, 18 de agosto de 2012
CALMA, AINDA É CEDO, MAS...
O Leixões, depois do brilharete do triunfo contra o Marítimo, adoçou a boca aos seus adeptos e a vitória em Alcântara seria um trampolim para um bom salto. Mas assim não aconteceu. Foi pena, mas só nos podemos queixar de nós. A nossa rapaziada é de boa cepa, mas falta algum calo, que só com o tempo aparece. E até, quanto a nós. temos um treinador que percebe da poda para tratar com a malta nova do Mar. É natural que, a par da juventude, há alguma ingenuidade que é preciso combater com a inclusâo de dois ou três "velhotes" que acalmem aquela maré cheia de sangue na guelra. Precisamos de um ponta de lança que saiba jogar também de costas para a baliza e dois homens do meio campo para darem a bola redondinha para os mais novos mostrarem que sabem jogar e marcar. E, agora, que parece que se poderá abrir uma frincha a uns dinheiritos, enquanto não chega o dia 31, vamos lá dar um jeito.
Mas nada que desanimar com a derrota com os atléticos de Alcântara. Nós temos gente, se...
Mas nada que desanimar com a derrota com os atléticos de Alcântara. Nós temos gente, se...
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
QUEM É QUE DIZ QUE EU NÃO GOSTO DO FCPORTO?
Há quem diga que eu não gosto do FC Porto. E é verdade. Tenho razões para isso por causa do meu clube do coração: o Leixões. Mas, por estranho que pareça já vibrei e chorei (!) pelos "dragões". Foi em Viena de Áustria, como enviado especial da "Gazeta dos Desportos". Aquela taça também foi minha. E na viagem para Lisboa segurei no "caneco" e voltei a vibrar, ao lado do saudoso Neves de Sousa e do Manuel Luís Mendes. Foi há muitos anos. Mas este momento de contagiante euforia, voltou tudo à primeira forma. Não gosto do FC Porto como muitos não gostam do Leixões.
SEM SANGUE E MORTE NÃO HÁ JORNAIS
Peguei num jornal diário e li:
"Queimados vivos dentro do elevador"
"Mata os sogros milionários com bomba no carro"
"Irmã falida encomenda morte do irmão"
"Dispara 5 tiros contra ex-mulher"
"Vizinho pedófilo ataca menina"
"Assassinado por socorrer a sogra"
"Preso por matar o vizinho"
"Esfaqueado pai e filho em rixa"
"Morto à faca a defender a mulher"
"Mordomo do Papa tinha cúmplice"
"Ataque de cão mata menina de ano e meio"
"Falências sobem 50%"
E para amenizar o "mar de sangue",
E, para amenizar a leitura sangrenta, 700 (!) anúncios de oferta de amor. De todas as formas e feitios.
São assim os jornais que se vão vendendo. E não só os jornais. Até a televisão abre noticiários com sangue e morte.
É este o mundo em que vivemos.
"Queimados vivos dentro do elevador"
"Mata os sogros milionários com bomba no carro"
"Irmã falida encomenda morte do irmão"
"Dispara 5 tiros contra ex-mulher"
"Vizinho pedófilo ataca menina"
"Assassinado por socorrer a sogra"
"Preso por matar o vizinho"
"Esfaqueado pai e filho em rixa"
"Morto à faca a defender a mulher"
"Mordomo do Papa tinha cúmplice"
"Ataque de cão mata menina de ano e meio"
"Falências sobem 50%"
E para amenizar o "mar de sangue",
E, para amenizar a leitura sangrenta, 700 (!) anúncios de oferta de amor. De todas as formas e feitios.
São assim os jornais que se vão vendendo. E não só os jornais. Até a televisão abre noticiários com sangue e morte.
É este o mundo em que vivemos.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
MORREU UM BOM E VELHO AMIGO
Morreu mais um. Era um bom e velho amigo. Conheci o Adriano Freitas Pinto ainda ele era um bom balcão na pequenina Casa Tenente, em Brito Capelo. Mais tarde, já vão quase 60 anos, fui eu quem intermediou o aluguer do seu primeiro estabelecimento naquela rua. Anos e anos. O homem vindo de Vila Meã era um dos rostos dos comerciantes daquela artéria. Abriria, mais tarde, um estabelecimento na cidade do Porto, tal como outro em Matosinhos, também em Brito Capelo. Fomos testemunho da sua vida febril, enquanto sua esposa estava por detrás do balcão. Seria, neste momento, o comerciante mais velho e há mais tempo naquela que foi a grande superficie comercial a céu aberto em Matosinhos.
Ainda recentemente me procurou. Não sei, nem mais saberei o que ela queria de mim, mas julgo que seria para escrever a sua história na nossa terra. Não nos veremos mais. Morreu um grande amigo, o amigo duma vida. A sua filha, genro, netos e mais família uma lagrima. Adeus, amigo Pinto.
Ainda recentemente me procurou. Não sei, nem mais saberei o que ela queria de mim, mas julgo que seria para escrever a sua história na nossa terra. Não nos veremos mais. Morreu um grande amigo, o amigo duma vida. A sua filha, genro, netos e mais família uma lagrima. Adeus, amigo Pinto.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
NÃO DEIXAR APODRECER A SITUAÇÃO
Diz-se que Guilherme Pinto anda na rua a ouvir a população. Mas a população não tem dado por isso. E na rua o que se vai falando é que a vida política está a apodrecer, depois das recentes eleições socialistas que culminaram com a inesperada vitória de António Parada, um presidente de Junta que até esteve para ser expulso do partido. Para Guilherme Pinto parece que nada aconteceu, a três meses de se preparem eleições autárquicas para Setembro de 2013. António Parada, pois claro, já avançou com a sua candidatura, a levar a sério a entrevistas já dados. Pressentem-se, igualmente, os que se preparam para irem às suas costas para o Poder. E Guilherme Pinto nada diz, sequer que irá contar com ele a dizer a Parada que ainda é cedo para ele andar com tanta pressa.
Os eleitores, o chamado povo, começa a ouvir e a falar do que se vai deixando caír na rua. E Guilherme Pinto calado. Como vai ser o final deste ano na rede política de Matosinhos. Novidades? De novo Narciso? De novo o PSD a procurar alguém para, pela primeira vez, cantar vitória.
É pena, mas em Matosinhos, sobretudo no PS, cheira a podre.
Os eleitores, o chamado povo, começa a ouvir e a falar do que se vai deixando caír na rua. E Guilherme Pinto calado. Como vai ser o final deste ano na rede política de Matosinhos. Novidades? De novo Narciso? De novo o PSD a procurar alguém para, pela primeira vez, cantar vitória.
É pena, mas em Matosinhos, sobretudo no PS, cheira a podre.
É PRECISO UM SEGURO QUE NÃO SEJA BETINHO
O que escrevemos sobre Cavaco, o mesmo dizemos do líder do principal partido da oposição. E não estamos seguros que Seguro consiga segurar o contraditório. O actual Governo necessita de um líder oposicionista que não seja protagonista duma oposição de betinho, mas sim de palavras másculas de razão, de propostas que obriguem Coelho a arrebitar as orelhas. Ou faz isso ou não tardarão dias negras para o "menino bem" do Largo do Rato. Lembre-se que Sócrates tem feito férias por Lisboa...
QUANDO É QUE TEMOS PRESIDENTE?
Sabemos que, neste momento, estará em calções lá na Coelha algarvia, a alguns quilómetros da "toca" do Coelho, mas está muito caladinho, à espera do que vai sair na "reentré" dos partidos. Estamos a precisar de um Presidente que fale aos portugueses com palavras que eles percebam, com palavras que até agora tem ficado só no "facebook" presidencial. É a hora de trepar na cotação do povo que o elegeu. Dê umas banhocas nas águas que o baptizaram e apareça em Lisboa a falar à presidente. Não o queremos muito quietinho em Belém ou, então, a contar anedotas. É preciso um Presidente a sério.
Ó MEU DEUS, QUE GENTINHA!
Todos soubemos que Passos Coelho quis mostrar-se um homem igual aos outros, com férias a contar os tostões. De toalha na areia porque os toldos custam dinheiro. Para português ver como se faz demagogia. Estamos mal, pobres (talvez com muita culpa dele), mas queremos o Primeiro Ministro tratado como isso.
E o pior teria que acontecer, pois PPC foi abordado (?) por um grupo entusiasta de pessoas que reclamavam sobre o pagamento de portagens. Houve reboliço na areia e a nota jornalista que até a filha do governante teve medo e chorou.
Era isto que Passos Coelho queria? Agora é vítima. É a porca da politica também a ir a banhos.
Um Primeiro Ministro não deve fazer férias a comer sandes na areia, sentado na toalha, enquanto a esposa distribui rissóis aos seguranças.
Poupar, sim senhor, mas com dignidade.
E o pior teria que acontecer, pois PPC foi abordado (?) por um grupo entusiasta de pessoas que reclamavam sobre o pagamento de portagens. Houve reboliço na areia e a nota jornalista que até a filha do governante teve medo e chorou.
Era isto que Passos Coelho queria? Agora é vítima. É a porca da politica também a ir a banhos.
Um Primeiro Ministro não deve fazer férias a comer sandes na areia, sentado na toalha, enquanto a esposa distribui rissóis aos seguranças.
Poupar, sim senhor, mas com dignidade.
OS DOCUMENTOS SUBMERGIRAM
Ninguém sabe dos documentos dos contratos da compra dos submarinos assinados por Paulo Portas. Ninguém dá com eles, falta só contratar o Patilhas e o Ventoínha. Realmente vivemos num país de anedota. N´so sorrimos perante isto, mas não o devíamos fazer. Esta gentinha que nos governa tem mesmo de ser posta na linha. Mas todos. Ninguém sabe dos documentos! Mas alguém acredita nisso?
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
AFPORTO - 100 ANOS QUE O LEIXÕES AJUDOU A NASCER
Faz amanhã, dia 10, 100 anos que foi fundada a Associação de Futebol do Porto. Foram fundadores, segundo quem tem os livros, o Leixões Sport Clube e o Futebol do Clube do Porto. A gente do Boavista parece não estar de acordo, mas faltam folhas de actas para se confirmar, pois não vá aconteceu como o Rui Guedes - o Topo Giggio - que conseguiu registar o nascimento dos "dragões" no século XIX. O Leixões é do século XX (1907), ainda na Monarquia.
Foram várias as figuras importantes leixonenses que estiveram nas cadeiras de comando da AFPorto, sendo de registar nos últimos 70 anos, nomes como Emidio Teixeira de Carvalho, Edison de Magalhães, Orlando Botelho Gomes, Capitão Costa Pereira, Alfredo Ferreira dos Santos, António Barroso, Mário Moreira Maia, Miguel Martins de Oliveira, Avelino da Rocha Ribeiro e muitos outros que, agora, a memória, já gasta, sem consultar os livros, me escapam. Deixem-me registar a minha colaboração à AF Porto, em 1974 e 1975, como seleccionador regional de juniores, com uma carreira invencivel, tendo como treinador o professor João Mota. Nomes como Fernando Gomes, Jesus, Frasco, Henrique Calisto, Gabriel e outros valores eram ainda uns rapazinhos, mas que já sabiam jogar à bola como poucos.
Os meus parabéns à AFPorto na pessoa de Lourenço Pinto.
Foram várias as figuras importantes leixonenses que estiveram nas cadeiras de comando da AFPorto, sendo de registar nos últimos 70 anos, nomes como Emidio Teixeira de Carvalho, Edison de Magalhães, Orlando Botelho Gomes, Capitão Costa Pereira, Alfredo Ferreira dos Santos, António Barroso, Mário Moreira Maia, Miguel Martins de Oliveira, Avelino da Rocha Ribeiro e muitos outros que, agora, a memória, já gasta, sem consultar os livros, me escapam. Deixem-me registar a minha colaboração à AF Porto, em 1974 e 1975, como seleccionador regional de juniores, com uma carreira invencivel, tendo como treinador o professor João Mota. Nomes como Fernando Gomes, Jesus, Frasco, Henrique Calisto, Gabriel e outros valores eram ainda uns rapazinhos, mas que já sabiam jogar à bola como poucos.
Os meus parabéns à AFPorto na pessoa de Lourenço Pinto.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O COMÉRCIO DO PORTO - 8 DE AGOSTO DE 1975
Foi há 37 anos. Foi a 8 de Agosto de 1975. O saudoso "O Comércio do Porto", tal como outros grandes jornais vivia à deriva. O momento político era uma seta envenenada às Redacções dos jornais. Vivia-se num ambiente confuso, sobretudo de oportunismo.
Lembro, nesta data, aquela tarde de verão quente, quando cheguei à Redacção, com o encargo naquela semana (havia uma escala política) de coordenar a secção de Política, quando vi uma multidão na Praça de D. João I. Vivia-se em constante desassossego, com problemas em vários locais, com rebentamentos até. Era preciso ver o que se passava. E recordo-me de me dirigir a um camarada de profissão e pedir-lhe para ele ir ver o que se passava, mas ele esquivou-se ao pedido, alegando "eu só entro às 4". Foi quando vi, de pé, absorto, o meu velho camarada Ercílio de Azevedo, já uma saudade, senhor de um estilo de português perfeito, mas que andava meio abandonado e atordoado pelo que se passava à sua volta. Pedi-lhe para ele ir ver o que se passava. E ele foi.
Passaram-se três horas quando ele regressou. Dirigiu-se a mim e disse-me: "não sei o que pode acontecer sobre o que vou escrever. Quiseram dar umas estaladas no Otelo e no Fabião". Eram os dois generais do momento revolucionário que tinham estado a almoçar na Brasileira.
Como não seria de esperar outra coisa, Ercílio de Azevedo escreveu o que viu e na minha frente colocou uma peça brilhante, à sua maneira, intitulada "Tripas à moda do Porto".
O que sei é que o trabalho do Ercílio foi impresso e mal a rotativa deu as primeiras voltas já havia gente à espera do jornal para ler a grande noticia do dia. A velha rotativa que dava umas voltas para tirar uns poucos milhares de exemplares, era uma hora da tarde e ainda rotava, resfolegando de esforço. Vendiam-se jornais a 100 escudos!
E, naquele dia, "O Comércio do Porto" tomou o pulso à gente do Porto e do norte do País. Era o Porto e o Norte que Pires Veloso defendia. Durante meses a tiragem do velhinho jornal andou sempre pela centena de milhar. Cumpria a sua missão. Mais tarde tudo mudaria com a nacionalização. E seria de degrau em degrau, sempre a descer. Até acabar com centena e meia de anos. Ainda hoje é saudade, tal como o Ercílio e aquele 8 de Agosto.
Lembro, nesta data, aquela tarde de verão quente, quando cheguei à Redacção, com o encargo naquela semana (havia uma escala política) de coordenar a secção de Política, quando vi uma multidão na Praça de D. João I. Vivia-se em constante desassossego, com problemas em vários locais, com rebentamentos até. Era preciso ver o que se passava. E recordo-me de me dirigir a um camarada de profissão e pedir-lhe para ele ir ver o que se passava, mas ele esquivou-se ao pedido, alegando "eu só entro às 4". Foi quando vi, de pé, absorto, o meu velho camarada Ercílio de Azevedo, já uma saudade, senhor de um estilo de português perfeito, mas que andava meio abandonado e atordoado pelo que se passava à sua volta. Pedi-lhe para ele ir ver o que se passava. E ele foi.
Passaram-se três horas quando ele regressou. Dirigiu-se a mim e disse-me: "não sei o que pode acontecer sobre o que vou escrever. Quiseram dar umas estaladas no Otelo e no Fabião". Eram os dois generais do momento revolucionário que tinham estado a almoçar na Brasileira.
Como não seria de esperar outra coisa, Ercílio de Azevedo escreveu o que viu e na minha frente colocou uma peça brilhante, à sua maneira, intitulada "Tripas à moda do Porto".
O que sei é que o trabalho do Ercílio foi impresso e mal a rotativa deu as primeiras voltas já havia gente à espera do jornal para ler a grande noticia do dia. A velha rotativa que dava umas voltas para tirar uns poucos milhares de exemplares, era uma hora da tarde e ainda rotava, resfolegando de esforço. Vendiam-se jornais a 100 escudos!
E, naquele dia, "O Comércio do Porto" tomou o pulso à gente do Porto e do norte do País. Era o Porto e o Norte que Pires Veloso defendia. Durante meses a tiragem do velhinho jornal andou sempre pela centena de milhar. Cumpria a sua missão. Mais tarde tudo mudaria com a nacionalização. E seria de degrau em degrau, sempre a descer. Até acabar com centena e meia de anos. Ainda hoje é saudade, tal como o Ercílio e aquele 8 de Agosto.
MATOSINHOS E LEIXÕES VEJAM O EXEMPLO DE GUIMARÃES E DO VITÓRIA
Depois de ter tomado parte e assistido à vergonhosa assembleia geral do Leixões e na qual a falta de orientação da mesma e o pior comportamento duma parte da reduzida assistência duma centena de associados do clube, ficou a pairar unicamente a preocupação e o ambiente de desinteresse da cidade que paira no ambiente leixonense e matosinhense. Ninguém percebe qual é a responsabilidade do clube e da SAD. Mas uma coisa sabemos: a SAD não pode voltar atrás ou desaparecer, pois, segundo a lei, o futebol do Leixões será inexoravelmente para a II Divisão da AF Porto. Há que haver dinheiro, mas há também necessidade de colocar cada coisa no seu lugar e saber qual a área abrangente de responsabilidade do clube e da SAD. Há, ainda, paralelamente com outras iniciativas, solicitar que sejam pedidas explicações aos associados Narciso Miranda e José Manuel Teixeira quais os contornos da formação da SAD e o conteúdo do protocolo assinado entre o Clube e a SAD.
Mas o mais importante é, nesta hora, tratar da salvação do clube e da SAD. É preciso e urgente dinheiro. Fala-se em capital estrangeiro, mas os dias vão passando, as notícias surgindo, os boatos também, mas, até ao momento em que escrevemos nada de concreto se sabe ou se vê.
Por isso, mostramos o maior interesse pelo que se está a passar em Guimarães com a subscrição de um investimento de 3 milhões no clube, através de um empréstimo de sócios e simpatizantes, com um mínimo de 50 euros, por um período de 10 anos, e com o investimento a partir de 5.000 euros, com direito a um juro de 7%.
Matosinhos e o Leixões podem fazer o mesmo. Haja gente para trabalhar nisso. Eu dou já o meu passo em frente. A Tertúlia, a Mafia a União Leixonense, em lugar de se desgastarem em acções que acabam por não resultar, devemos avançar no seguir dos bons exemplos. E Guimarães e o Vitória são o bom exemplo.
Poder-se-á estudar outras formas, mas a verdade é que só com o esforço de muitos - do Leixões e de Matosinhos - é que se conseguirá o resultado desejado: salvar o Leixões.
Mas o mais importante é, nesta hora, tratar da salvação do clube e da SAD. É preciso e urgente dinheiro. Fala-se em capital estrangeiro, mas os dias vão passando, as notícias surgindo, os boatos também, mas, até ao momento em que escrevemos nada de concreto se sabe ou se vê.
Por isso, mostramos o maior interesse pelo que se está a passar em Guimarães com a subscrição de um investimento de 3 milhões no clube, através de um empréstimo de sócios e simpatizantes, com um mínimo de 50 euros, por um período de 10 anos, e com o investimento a partir de 5.000 euros, com direito a um juro de 7%.
Matosinhos e o Leixões podem fazer o mesmo. Haja gente para trabalhar nisso. Eu dou já o meu passo em frente. A Tertúlia, a Mafia a União Leixonense, em lugar de se desgastarem em acções que acabam por não resultar, devemos avançar no seguir dos bons exemplos. E Guimarães e o Vitória são o bom exemplo.
Poder-se-á estudar outras formas, mas a verdade é que só com o esforço de muitos - do Leixões e de Matosinhos - é que se conseguirá o resultado desejado: salvar o Leixões.
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